Uma excelente opção pra quem está em Sydney e gosta de dirigir é fazer um passeio pela costa sul do estado de New South Wales. O trajeto de Sydney até Pebbly Beach, passando por Jervis Bay é de aproximadamente 350 km.
A chamada Costa Sul vai desde Nowra até a fronteira do estado de Victoria e as principais atrações acredito que sejam as praias de areia branca e águas transparentes. Nesse ponto Jervis Bay talvez seja o melhor exemplo. Descendo um pouco mais é possível visitar a praia de Pebbly dentro do Parque Nacional Murramarang. A principal atração da praia são os cangurus que em alguns momentos do dia, principalmente no fim de tarde, aparecem pela praia. Poder ver os animais selvagens em seu habitat natural é uma experiência única.
As estradas Australianas são normalmente muito bem conservadas e sinalizadas, mas costumam ser de pista única em grande parte do trajeto, fazendo o percurso um pouco perigoso e lento.
A primeira parada foi Jervis Bay, depois Pebbly Beach e as fotos falam por si só.
Diversos são os motivos que tornam a Grande Barreira de Corais provavelmente o melhor destino turístico da Austrália. Seja pelo simpático filme da Pixar Procurando Nemo ou por ter oferecido O Melhor Emprego do Mundo em 2009, a verdade é que os 2 mil quilômetros de corais que compõem a barreira valem uma visita.
Chegar até um dos trechos da barreira de corais não é muito fácil. São 3 horas de voo a partir de Sydney em direção ao nordeste do país até chegar na cidade de Cairns e depois mais uma hora dirigindo até Port Douglas, um dos principais pontos de saídas de embarcações em direção à barreira. Existem algumas outras cidades no estado de Queensland com boa estrutura e opções para tours na barreira, mas Cairns é a cidade de mais fácil acesso a partir de Sydney, com um número maior de voos diários e um custo menor também.

Snorkel na barreira de corais.
A gente optou por ficar em um hotel na própria cidade de Cairns, que apesar de não ser tão bonita quanto Port Douglas, tem uma estrutura melhor. Alugamos um carro e com isso ficou um pouco mais fácil a locomoção até Port Douglas, apesar de que muitos dos tours que são oferecidos por lá oferecem translado até lá.
O tour que fizemos foi o da Quicksilver, uma das maiores operadoras locais. Foi um tour de dia completo, mas existem opções de 2 ou 3 dias, onde você pernoita na água e tem a opção de fazer mergulhos (com cilindro ou snorkel) em mais de um ponto da barreira. Nessa opção que pegamos existem alternativas interessantes pra quem não mergulha ou mesmo sabe nadar. A Quicksilver tem uma plataforma na qual pode-se passar o dia, ter uma bela visão da barreira de corais, almoçar e fazer um passeio de barco de onde se tem uma visão submersa da região.


A dica é fazer o mergulho de snorkel guiado, onde um biólogo te leva aos melhores pontos de observação, explica todos os detalhes das espécies que avistamos, entre outras coisas. O calor é muito grande na região e a roupa de neoprene é obrigatória como proteção solar. A água é muito transparente e o maior risco é o de se cortar nos corais. A preocupação com tubarões sempre existe, mas não tanto nessa região em específico. O fato de estarmos sempre em grupo e perto do barco e da plataforma também auxiliam como fatores de segurança.
Os custos envolvidos são altos; somente o tour da Quicksilver custa cerca de 200 dólares australianos mais 50 dólares do snorkel guiado. O voo de ida e volta de Sydney para Cairns fica também em torno dos 200 dólares. Mas acho que o vídeo acima deixa mais do que claro que realmente vale a pena.
Uma visita a Surfers Paradise sempre esteve entre um dos meus objetivos de viagem. Lembro bem desde adolescente quando víamos na rua gente com camisetas da Hard Rock Café de todo o mundo – acho que há 15 ou 20 anos atrás isso fosse algo mais inacessível do que é hoje – e tentávamos identificar de alguma maneira qual seria a Hard Rock “mais longe”, ou mais difícil de se chegar, que alguém poderia conhecer. Com os recursos de pesquisa que a gente tinha na época, acabamos concluindo que seria em Surfers Paradise, Australia. Hoje, claro, existem muitas mais ao redor do mundo e em locais mais distantes. Mas o objetivo já havia sido definido.
Surfers Paradise é na verdade uma das praias da cidade de Gold Coast, mas é onde parecem estar os melhores restaurantes, hotéis, festas da região. A cidade e a região em si são na verdade uma espécie de Orlando na Austrália. Muitos dos famosos parques do mundo, como Wet ‘n Wild, Dreamworld, Sea World, Estúdios da Warner Bross, entre outros se encontram por lá. Em apenas um final de semana por lá, acabamos não conseguindo visitá-los. Optamos por ficar em Surfers mesmo aproveitando a praia, os restaurantes e a companhia de amigos que tínhamos por lá.
Surfers Paradise era até o início dos anos 50, um balneário de fim de semana para os moradores de Brisbane – que fica a apenas 70km de lá. Com o tempo vieram investimentos, o local se modernizou e muitos hotéis, restaurantes, boates, prédios, apart-hotéis e muitas acomodações por lá surgiram. Não raramente os hotéis de lá fazem promoções em conjunto com companhias aéreas e agências de turismo para moradores de outras cidades da Austrália. Ficando atento é possível conseguir passagens muito baratas e/ou estádias em excelentes hotéis por um baixo custo.
Ficamos hospedados no Holiday Inn, bem pertinho da praia
E claro que no fim das contas, jantamos na Hard Rock!
A Tasmânia faz parte do imaginário infantil já há algum tempo, na figura do “Taz“, o diabinho da Tasmânia criado pela Looney Toones e que sai rodopiando pra tudo que é lado. Mas nem todo mundo sabe que o verdadeiro diabo da Tasmânia é hoje um animal extremamente ameaçado de extinção e que vive em um dos lugares mais interessantes e bonitos que a gente já teve a oportunidade de visitar.
Diabo da Tasmânia – Não muito parecido com o desenho animado.
A Tasmânia é na verdade um estado Australiano, mas pouca gente se dá conta disso. São aproximadamente 300 km que separam a ilha da Tasmânia do continente, que por sinal é uma outra ilha, chamado de “main island” pelos nativos, e isso fez com que algumas características muito peculiares em termos de fauna e flora existam na região, assim como alguns cenários que não costuma-se associar com a Austrália. É um estado que tem grande parte de sua economia voltada à agricultura e turismo e que produz vinhos e cervejas de excelente qualidade. Eu mesmo já fiquei fã da cerveja James Boag’s.
Quase metade da população vive em Hobart, a capital do estado; e foi lá que ficamos por apenas 3 dias – todo o tempo que tivemos nessa viagem. Chegar em Hobart a partir de Sydney é relativamente tranquilo; todas as grandes companhias aéreas tem voos regulares para Hobart e o tempo de viagem entre as duas cidades é de aproximadamente 1,5 horas. O aeroporto da cidade não é muito grande, mas é bem organizado e simpático. Gastamos aproximadamente 50 dólares de táxi entre o aeroporto e o nosso hotel, em um trajeto de pouco mais de meia hora.
Chegamos num sábado, que é justamente quando acontece o Salamanca Market no centro da cidade, um mercado ao livre onde se comercializam produtos locais, obras de arte, artesanatos e comida fresca. Ele se estende por boa parte do centro e vale a pena ser conferido.
O simpático Salamanca Market
Ainda no sábado pudemos visitar o Museu Marítimo, onde se pode aprender bastante sobra a história da pesca de baleia no estado e o impacto na economia da região até o início do século. É um local pequeno e rápido de ser visitado. A entrada não é gratuita, mas vale a visita.
Para o jantar existem muitos restaurantes na região do Consitution Dock, que são realmente bem bons. A dica é sempre reservar uma mesa antes de chegar para o jantar, como é de praxe em toda a Austrália.
Região do Constitution Dock – Bem bonito
No domingo fomos para a região de Port Arthur, cerca de 100km de Hobart, onde fizemos um passeio de lancha até Tasman Island e pudemos ver paisagens realmente lindíssimas. Enfrentamos alguns problemas, principalmente com relação ao frio, já que fazia cerca de 0 grau na região em julho e estar numa lancha em mar aberto talvez não seja a maneira mais eficaz de se proteger do frio. Além disso, para quem costuma passar mal com balanço de barco, um passeio como esse também não é muito recomendado, pra dizer o mínimo. De qualquer forma as paisagens que pudemos presenciar foram realmente demais.
Estava muito frio! Mesmo!
De tarde, claro, tivemos que visitar o centro de conservação do demônio da Tasmânia, animal seriamente ameaçado de extinção pela matança dos espécimes até o início do século passado, onde era considerado uma praga pelos colonizadores e, mais recentemente, dizimado por uma doença conhecida como “tumor facial”, responsável pela redução de aproximadamente 70% da população de demônios da Tasmânia nas últimas décadas. Caso não se consiga conter o avanço da doença, a expectativa é de extinção total da espécie em um período entre 25 e 30 anos.
É interessante verificar e contribuir com o trabalho que vem sendo realizado por lá, tentando criar zonas livres de doença, onde eles possam procriar e voltar a se multiplicar. Ao mesmo que tentam evitar que outros demônios entrem nas zonas livre da doença, existem pesquisas em espécimes que parecem imunes ao tumor facial, ou que de alguma maneira parecem ter se curado da doença.
Além de conhecer um pouco mais sobre o animal símbolo do estado, o parque de conservação do demônio da Tasmânia dá a oportunidade ao visitante de assistir à um show de pássaros e de alimentar alguns cangurus que lá habitam também. É uma experiência muito legal.
Nossos simpáticos e ameaçados amigos
Eu alimentando os cangurus
E na volta pra casa ainda somos brindados com um fantástico por sol em Hobart. Infelizmente ficamos pouco tempo por lá, mas realmente valeu a pena.
Por do sol em Hobart
Nunca tinhamos visitado Sydney e já chegamos aqui pra morar, com isso se enfrenta dificuldades bem diferentes do que em uma simples viagem de turismo, mas muito do que aprendemos sobre essa cidade até o momento pode ser aproveitados por um viajante e a idéia aqui é apresentar um guia básico de sobrevivência na cidade – e também contar algumas de suas peculiaridades. Nessa primeira parte vou falar sobre a chegada e o transporte na cidade.
Chegando na cidade
Sydney é a principal porta de entrada na Austrália, apesar de haver muitos voos internacionais que desembarcam diretamente em Perth e Melbourne. O Brasil não possui voos diretos pra Austrália e as opções são mais plausíveis são voos da Qantas via Buenos Aires, LAN Chile via Santiago, Aerolineas Argentinas via Buenos Aires, Emirates via Dubai e South African Airways via Johanesburgo. O preço e tempo de voo variam muito entre elas e também variam bastante ao longo do ano, ou seja, convém pesquisar bastante. Quando chegamos aqui em dezembro de 2010, essas eram as cotações na época.
O aeroporto de Sydney tem dois grandes terminais, um doméstico e outro internacional, e ambos possuem sua própria estação de trem, mas o embarque e desembarque nessas estações tem um preço diferenciado (em torno de 12 dólares por embarque ou desembarque). Uma corrida de táxi até o centro da cidade ou até Bondi Beach vai custar em torno de 100 dólares – realmente não é muito barato, mas dependendo do tamanho do seu grupo e da quantidade de bagagem que estiver carregando é uma opção a se considerar. Caso contrário prefira o trem, que além de tudo é mais rápido devido ao trânsito pesado da cidade em grande parte do dia.
Locomovendo-se pela cidade
A primeira coisa a lembrar é que aqui, como qualquer outra colônia britânica, é mão inglesa – cuidado ao atravessar a rua e considere esse fator caso pense em alugar um carro.
O transporte público de Sydney decepciona um pouco (pouco os turistas e muito os moradores), principalmente quando comparado a outras grandes cidades do mundo como Nova York e Londres. Não existe metrô e sim um trem de superfície antigo , que não chega nas regiões de praia. Os ônibus são até bons e modernos, mas pecam pela falta de pontualidade e o trânsito pesado da cidade também não os ajuda muito. Além disso, existem as balsas que fazem alguns trechos, principalmente saindo/chegando em lugares turísticos, como o Circular Quay (onde fica a Opera House) e alguns trams (uma espécie de bonde) que circula principalmente pelo centro da cidade.
Em várias lojas de conveniência (todos os 7 eleven da cidade pelo menos) é possível comprar um passe semanal que antede todos esses meios de transporte, chamado de Multi1, 2 ou 3 (dependendo da área de abrangência que se queira visitar) a um custo de 41, 48 e 57 dólares, respectivamente. Comprar passagens individuais realmente não compensa, a não ser que você vá ficar na cidade por 1 ou 2 dias somente.
Uma coisa chata é que normalmente nos finais de semana pelo menos um trecho da linha de trem fica em manutenção, nesse caso o transporte entre as estações de trem afetadas é feito por ônibus – outra coisa que se deve atentar é que também aos finais de semana o fluxo dos trens é absurdamente reduzido, podendo passar somente de hora em hora dependendo da estação. A dica é consultar sempre o site do City Rail para informações de manutenção (procure por trackwork) e horários dos trens. O fluxo de ônibus também é significativamente reduzido de final de semana.
Salvo algumas excessões, como no reveillon, a maioria das estações de trem não funciona da meia noite até as 4 horas da manhã. Em compensação existem muitas linhas de ônibus que só operam a noite, as chamadas night rides.

Chegar na maioria das praias somente de ônibus mesmo. Bondi Beach talvez seja a praia mais famosa da cidade e a melhor maneira de se chegar até ela é ir de trem até a estação de Bondi Junction e de lá pegar algum desses ônibus: 333, 380, 381 ou 389. Em aproximadamente 20 minutos você chegará a praia. De Bondi Junction também se chega a praia de Coogee com o ônibus 353 em mais ou menos meia hora. A melhor opção para se chegar nas Northern Beaches (Dee Why, Mona Vale, Colaroy, etc.) é ir de trem até a estação de Town Hall e de lá pegar o L90 – a viagem até Mona Vale dura cerca de 1 hora.
Duas praias conhecidas são excessão a regra: Manly e Cronulla. A opção mais interessante pra se chegar em Manly é pegar o ferry na Circular Quay, que além de tudo te dá uma vista linda da Opera House e da Harbour Bridge – mas você pode optar pelo L90 se preferir o ônibus. Já Cronulla acredito ser a única praia perto de uma estação de trem (estação Cronulla), mas mesmo assim se você estiver na City vai demorar quase 2 horas para chegar lá.
A maioria dos principais atrativos turísticos da cidade, como o Taronga Zoo, Sydney Opera House, Sydney Tower e Olympic Park são acessíveis por transporte público sem maiores problemas.
Toda virada de ano costuma ser igual. A gente acorda no dia 31, liga a TV e está passando algum tele-jornal, sempre com aquele mesmo tipo de chamada: “Já é ano novo na Austrália! Sydney recebe o ano novo com fantástica queima de fogos na famosa ponte da baía de Sydney”. Todo ano costuma ser igual, mas não esse, pelo menos não pra nós. Esse ano a gente estava do lado de cá.
2011 se aproximando
Como não poderia deixar de ser no nosso primeiro reveillon aqui na Austrália, quisemos ver a queima de fogos na Harbour Bridge e, de preferência, ficar bem de frente ao Opera House. Durante a semana a gente já vinha lendo na internet e assistindo na TV que quem quisesse ficar perto do Opera House teria que chegar cedo ao local. Até aí nenhuma novidade – nos programamos então para chegar lá em torno das duas da tarde.
Pegamos o ônibus em direção ao Circular Quay, cerca de 40 minutos aqui de casa. Muitas campanhas na televisão pedindo para usar somente transporte coletivo, inclusive porque na saída do evento o transporte público seria gratuito. Nem precisava pedir, já que a gente não tem carro mesmo! Mas de qualquer maneira o transporte coletivo em Sydney, apesar do alto custo, funciona bem e é confortável. Quase a totalidade dos ônibus possui ar-condicionado, assentos estofados e os motoristas não permitem superlotação. O metrô, que na verdade é um trem de dois andares, também é bastante confortável, apesar de um pouco lento.
Chegando lá, passamos pelo processo de revista, já que não era permitida a entrada de bebida alcoólica, assim como nenhuma embalagem de vidro. Parece que isso é uma resolução nova, já que muita confusão e muitas prisões estavam acontecendo nos últimos anos. Esse ano em uma festa para 1,5 milhões somente 14 incidentes foram registrados – pelo menos foi isso que eu entendi na televisão! hehe!
Mas mal sabíamos que duas da tarde já era tarde demais para chegar lá. Toda a área ao redor do Opera House já estava lotada e a polícia não estava mais deixando ninguém passar. Tivemos que nos contentar com a vista apenas da Harbour Bridge, mas tudo bem.
O problema maior é que estava muito calor e estávamos lá desde as duas da tarde. Ficar embaixo do sol por mais de 10 horas cercado por mais de 1 milhão de pessoas não é das coisas mais agradáveis do mundo. Dá uma olhada como a gente estava confortável:
10 horas no sol e nesse aperto
A primeira queima de fogos começou às 9 da noite – a chamada queima de fogos pra família. Havia muita reclamação das famílias com criança pequena e agora, em vários bairros da cidade, existem comemorações mais cedo para as famílias. Algumas até antes, em torno das 5 da tarde.
Depois disso já era noite e foi um pouco mais fácil de aguentar. Três horas de ansiedade até a queima de fogos oficial.
Meia-noite então começa o ápice da festa, uma queima de fogos muito bonita de aproximadamente 12 minutos. Cada ano com um tema diferente, a de 2001 era “Make your Mark”. Mas a verdade é que uma visão somente da ponte não dá uma idéia total da grandiosidade da queima de fogos, já que ela é um evento maior, ou seja, uma sincronização entre os fogos na ponte, no Opera House, hotéis nos arredores e alguns outros locais nas redondezas – uma visão mais de longe, como são as fotos jornalísticas e os vídeos que sempre vemos na TV, talvez fosse ainda mais impressionante.
Linda queima de fogos na Harbour Bridge
Diferentemente do Brasil, onde a festa começa após a queima de fogos, com shows nas praias, etc. aqui acaba. Fogos finalizados e todo mundo em direção ao trem para ir pra pra casa. Claro que existem muitos bares e casas noturnas na região que lotaram logo após o final da queima de fogos, mas a grande maioria das pessoas estava seguindo para o trem e indo embora.
Apesar da quantidade absurda de pessoas nos arredores, a saída até que foi tranquila e em pouco mais de 1 hora já estávamos em casa de volta.
Foi uma experiência que com certeza valeu à pena, mas ano que vem talvez prefira voltar a ver pela televisão. Ou então em alguns dos barcos e restaurantes que estavam cobrando mais de mil dólares por pessoa. Ficar em uma das coberturas gigantes de frente pra baía de Sydney também não está fora de cogitação.
Será que valia a pena estar nesses barcos?
Oficialmente o Panama tem duas datas de independências: A primeira em 1821 da Espanha e a segunda no ano de 1903 da Colômbia. Mas não há como negar que em 31 de dezembro de 1999, quando o controle do Canal do Panama passou dos Estados Unidos de volta para o Panama, de acordo com o previsto no tratado Torrijos-Carter, significou uma nova independência para o país, que a partir de então pode usufruir dos dividendos do Canal em sua totalidade, melhorando o Canal e quebrando recordes de tráfego e faturamento.
A denominação “Canal” é normalmente dada à uma passagem construída pelo homem para fins marítimos. O Canal do Panamá tem então como objetivo unir o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico através de um “corte” de 82 km de extensão no ístmo do Panamá, o ponto mais estreito das Américas.
A importância do Canal no fluxo marítimo internacional é enorme, correspondendo hoje a aproximadamente 5% do comércio mundial, com cerca de 14 mil navios trafegando por ele anualmente. As principais trajetórias saem da costa leste norte-americana com destino, primordialmente, à costa oeste da América do Sul. Há também fluxo de origem européia para a costa oeste dos EUA e do Canadá. O valor médio do pedágio para um navio cruzar o Canal gira em torno de US$ 28 mil e o tempo aproximado para cruzá-lo é de 8 horas.
Existem, obviamente, diversas embarcações turísticas que cruzam o Canal. Trafegando por ele fica fácil perceber porque para os Panamenhos, a construção do canal foi uma das maiores realizações da humanidade contribuindo de maneira importante para o progresso do mundo. Não creio que isso seja nenhum exagero.
O Canal utiliza um sistema de compartimentos chamados eclusas, com portas de entrada e saída, chamadas comportas. As comportas funcionam como elevadores de água: sobem as embarcações desde o nível do mar para o nível do Lago Gatún (o mais alto, com 26 metros sobre o nível do mar e o maior lago artificial do mundo).
A história da construção do Canal também pode ser aprendida no museu da eclusa de Miraflores.
Sendo o ístmo a parte mais estreita das Américas, desde meados do século XVI, os espanhóis, na época reinados por Carlos V, tinham a idéia de construir o canal. Mas somente em 1879, o francês Ferdinand de Lesseps, o mesmo que construiu Canal de Suez, inicia seus trabalhos no Panamá. Mas os europeus se mostraram despreparados frente as doenças tropicais, tais como a malária e febre amarela, o que levou o projeto à falência uma década depois.
Os Estados Unidos, certamente um dos mais interessados em uma ligação marítima mais rápida entre a costa leste e costa oeste do país, insistem no projeto. Em uma grande armação política, no ano de 1903, os EUA induzem o Panamá, na época província Colombiana, à independência. Com a formação do novo país, o governo norte-americano negocia a autorização para a construção do canal em troca de sua concessão e uma faixa de terra de 8 km de largura em cada lado do canal. Iniciou-se após isso uma enorme briga pela posse e soberania do Canal, findada com o tratado Torrijos-Carter.
Com quase um século de vida o Canal já não atende algumas demandas do comércio marítimo; uma parte importante dos navios cargueiros do mundo hoje já não consegue trafegar através das eclusas do Canal. A idéia do governo Panamenho é completar a construção do novo Canal em 2014 justamente para as comemorações de seu centenário.
Já a cidade do Panamá em si também é um lugar que vale a pena ser visitado. Com a injeção maior de capital por conta da autonomia do Canal é fácil ver novas construções sendo erguidas e é fácil também perceber o aquecimento do mercado imobiliário.
Algumas curiosidades para quem, assim como eu, chegou meio desavisado ao país: A moeda local é o Balboa, que na verdade é o dólar americano mesmo. As cédulas circulantes são efetivamente o dólar americano, mas as moedas são Balboa; Os táxis, assim como em alguns outros países latino-americanos, não possuem taxímetros e o preço deve ser combinado com o motorista antes do embarque; existem voos diários da Copa Airlines saindo de São Paulo e o tempo aproximado de voo é de 6 horas.
Surpreendentemente os serviços nos hotéis são de péssima qualidade, como pude observar em outros fóruns de discussão de viajantes. Mas pelo que pude apurar os serviços de um modo geral vem melhorando com o passar do tempo.
Quando a gente planeja uma nova viagem, normalmente escolhemos um lugar onde possamos fugir da nossa rotina, onde possamos aprender sobre outras culturas e entender o impacto delas na humanidade, um local onde se consiga ver paisagens incríveis e que, no final das contas, seja um lugar que talvez nos transforme um pouco em pessoas diferentes das que eramos antes de lá estarmos. A Ilha de Páscoa eleva todos esses desejos à um novo nível e torna a experiência de ter passado por lá uma experiência incrível.
Chegar até lá por si só já é uma experiência interessante, visto que somente a LAN Chile realiza voos regulares até a Ilha de Páscoa saindo de Santiago. São mais de 5 horas de voo desde a capital Chilena até lá, sobrevoando 3,7 mil km do Oceano Pacífico e pousando em um aeroporto, ainda sem muita infra-instrutura para o passageiro, mas com uma pista de pouso que é uma das maiores de todo o Chile e que, desde a década de 80, foi transformada pela NASA em uma pista de emergência para pouso de ônibus espaciais.
O simples fato de estar tão longe do continente já atinge o primeiro objetivo da viagem: fugir da rotina. Rapa Nui é considerada o pedaço de solo mais distante de qualquer outra civilização do planeta (3,7 mil km do Chile e 4 mil km do Taiti), o que certamente é uma experiência completamente diferente da que estamos acostumados, principalmente pra quem leva a vida em grandes centros urbanos. Não preciso nem comentar sobre o céu absurdamente estrelado em um local como esse.
Do aeroporto até Hanga Roa, o centro da cidade, são poucas quadras de ruas de terra batida e paralelepípedos. A infra-estrutura da Ilha me impressionou até certo ponto, devido à sua distância até o continente. Existem duas estradas que levam de um extremo à outro da Ilha, também parte em terra batida e parte em um asfalto já desgastado e esburacado, mas ainda assim trafegável. O roaming internacional do meu celular funcionou normalmente por lá, apesar das ligações apresentarem um delay bem grande. É fácil também encontrar locais para se hospedar e comer, apesar do elevado custo de tudo por lá.
Algumas poucas locadoras de carros, em sua maioria de caminhotes 4×4 (sem dúvida uma necessidade, devido ao terreno acidentado de todo o território e de locais de difícil acesso), também existem por lá e na minha opinião é a escolha ideal para quem vai ficar pouco tempo na Ilha de Páscoa. Outras opções seriam a locação de bicicletas, caminhadas e cavalgadas. Como ficaríamos apenas duas noites por lá, a locação de um carro foi essa a nossa escolha.
Grande parte dos atrativos da Ilha certamente são seus Ahus e Moais; convém então explicar um pouco do que eles são na realidade.
A civilização Rapa Nui é considerada extremamente espiritualizada e tem no culto aos seus antepassados sua característica mais importante e peculiar. Os antepassados são representados na forma de estátuas de cabeças enormes e braços colados ao corpo, esculpidas em rocha vulcânica – Essas estátuas são os Moais. Os Moais podem então então ser colocados sobre plataformas cerimoniais, os Ahus, virados para dentro da Ilha como se estivessem olhando e protegendo seus moradores.
O primeiro grande atrativo então é o complexo cerimonial Tahai, consituido de 3 Ahus. Acredita-se que esse complexo estivesse ativo entre os anos de 1000 e 1600 D.C. e, pelo seu tamanho, deve ter sido o mais importante de toda a Ilha quando em funcionamento.
Do outro lado da ilha encontramos o maior e mais bonito Ahu de todo o território, o Tongariki, uma enorme estrutura com 15 Moais, incluindo um de 86 toneladas, o maior já erguido em toda Rapa Nui. Esse Ahu foi derrubado durante a guerra civil e no início do século XX foi literalmente varrido terra à dentro por uma onda gigante; durante a década de 90 foi quase que totalmente restaurado e reerguido em sua posição original.
As paisagens incríveis continuam quando chegamos ao Parque Nacional de Orongo, onde podemos nos deparar com o vulcão Rano Kau, conhecido principalmente pelo “lago” em seu interior, uma das poucas fontes de água doce da Ilha e que apresenta um micro-clima extremamente favorável para o crescimento de alguns tipos de vegetação. Além do vulcão, outra vista espetacular é das pequenas ilhas de Moto Nui e Moto Iti.
Por estarmos dentro de um Parque Nacional, uma entrada no valor de 10 dólares é cobrada do visitante.
Mas a viagem começa a tomar uma nova perspectiva quando chegamos em Rano Raraku, mais um dos 3 vulcões da ilha. É lá que foram criadas quase todos os Moais, esculpidos diretamente na cinza vulcânica compacta das vertentes externas da cratera – lá era a “fábrica” de Moais.
A primeira coisa que surpreende é quantidade de cabeças enormes de Moais que circundam todo o vulcão, mas elas não são na verdade somente cabeças de Moais e sim Moais completos e finalizados que foram, provavelmente, colocados em fossas rasas esperando para serem levados aos seus futuros Ahus. Mas eles nunca chegaram ao seu destino final e acabaram afundando. É possível também encontrar dois Moais ainda não finalizados cravados na cinza vulcânica.
Está claro para os especialistas que esses foram os últimos Moais esculpidos e é justamente no momento em que começamos a pesquisar e entender os motivos que os deixaram simplesmente abandonados por lá, muito provavelmente em um curto espaço de tempo, é que os últimos objetivos da viagem começam a ser atingidos: Entender uma civilização diferente, seus erros e acertos, aprender com sua história para que não repitamos os mesmos erros.
Infelizmente o processo de formação e declínio da civilização Rapa Nui talvez seja o caso mais extremo já documentado de colapso ambiental.
Rano Raraku parece evidenciar o auge da produção de Moais, já que quase metade de toda as estátuas da ilha se encontram por lá, e certamente a produção em massa, o transporte e o levantamento desses objetos devem ter acarretado em um trabalho enorme. Os arqueólogos acreditam que não havia um governo central na Ilha de Páscoa e que na verdade a sociedade era agrupada por grupo de parentesco em clãs distintos. Indícios arqueológicos também levam a crer que os construtores de Moais faziam parte de uma classe privilegiada dentro desses grupos e, estariam assim, isentos das atividades de produção de almimentos, sendo assim sustentados pelos outros membros do clã.
No transporte para os Ahus, os Moais eram deitados e colocados com as costas para baixo. Em seguida eram rolados até seus Ahus sobre tronco de árvores – um processo que levava alguns dias e certamente consumia centenas de árvores.
Em um certo momento então a religião e a competição entre os clãs começaram a se tornar fatores dominantes na sociedade da época e o frágil equilibrio entre fabricação de estátuas e a quantidade produzida de comidas foi afetado. Todas as árvores da Ilha foram derrubadas para se transportar os Moais aos seus respectivos Ahus e isso gerou uma reação em cadeia: Todas as aves migratórias, que serviam de fonte de alimento para os nativos, desapareceram; sem as árvores, a principal matéria-prima para construção de embarcações, a pesca se tornou inviável.
Em pouco tempo uma guerra civíl se instaurou em todo o território. Alguns achados mostram a repentina proliferação de armas durante o século XVIII; mostram também resquícios de crânios despedaçados e o uso indiscriminado de cavernas como refúgio.
Desse momento em diante alguns europeus passaram pela Ilha e documentaram o verdadeiro caos que havia se instalado por lá. Casos de canibalismo, inclusive, foram documentados por eles evidenciando ainda mais a falta de recursos naturais.
Famintos e impossibilitados de continuar seu culto aos Moais, a sociedade estava totalmente enfraquecida e impossibilitada de lutar contra qualquer coisa. Em 1862, traficantes de escravos raptaram quase que a totalidade da pequena população remanescentes na Ilha e completaram o desastre. Uma expedição missionária em 1877 documentou apenas 111 habitantes vivendo lá.
Em um curto período de pouco mais de 100 anos a civilização Rapa Nui foi praticamente extinta por seus próprios erros.
Se o estudo da história serve para não cometermos os mesmos erros novamente, significa dizer que não poderíamos colocar a religiosidade acima do bom senso, que não poderíamos privilegiar certas profissões ou cargos e isentá-los de algumas responsabilidades, que a competição entre países/clãs deve obedecer limites éticos e que, principalmente, devemos trabalhar pela manutenção do equilíbrio ambiental.
Foram esses os fatores que levaram a civilização Rapa Nui praticamente à extinção. E parece que não aprendemos nada com a história deles.
Minha Viagem
Hotel: Cabanas Vai Moana
Mais Fotos: Caio no Multiply
Passagens: Porto Alegre -> Santiago (Pluna – USD 399), Santiago -> Ilha de Páscoa (LAN Chile – USD 503)
Quando eu ainda estava na faculdade costumava ficar acordado até bem tarde, já que muitas das minhas aulas eram a noite e eu acabava chegando tarde em casa por conta disso. Como não poderia deixar de ser, ficava assistindo TV até tarde também – Na verdade ficava passando de canal em canal – e eu insistia em sempre passar pelo programa do Amaury Júnior; e parecia que a única coisa que ele fazia era falar do hotel Conrad em Punta Del Este! Sempre comentando dos eventos que lá aconteciam e de como o hotel e a cidade eram espetaculares. Não fiquei muito curioso em conhecer o hotel em si, mas foi dessa forma que tive meu primeiro contato com a cidade de Punta Del Este.
Saindo de Porto Alegre, a maneira mais fácil e confortável (e barata) de se chegar à Punta é de ônibus – foi essa a nossa escolha. Companhias como a TTL e a EGA fazem o trajeto em ônibus convencionais ou leitos e o tempo de viagem a partir de Porto Alegre é de umas 8 horas e é feito durante a noite. Pra quem vai de avião, os voos normalmente vão até a capital Montevideo e do aeroporto internacional de Carrasco também saem ônibus para Punta del Este – As companhias COT e COPSA possuem balcões no aeroporto e a viagem de ônibus a partir da capital dura cerca de duas horas.
Chegamos na rodoviária de Punta bem cedo – em torno das 5 da manhã. Ainda estava amanhecendo e bem de frente à rodoviária já pudemos observar um dos cartões-postais da cidade: a “Mão do Afogado”, dedos que parecem sair da areia e que representaria o homem surgindo da natureza. Com o sol nascendo foi realmente uma bela imagem.
Os hotéis da cidade, principalmente no verão, são realmente muito caros e é dificil fazer reserva para períodos menores de 5 dias – muitos hotéis exigem tempo mínimo de reserva. O Conrad por exemplo, tem que ser reservado com alguns meses de antecedência para se conseguir um quarto no verão.
Optamos então pelo albergue mesmo que, além de ser a única opção financeiramente viável, era um dos poucos locais que ainda tinha disponibilidade; além do mais, é muito bem localizado na península.
Punta tem uma geografia bastante peculiar e é uma península que marca o encontro das águas do Rio da Prata com o Oceano Atlântico. De um lado da península temos então a chamada Praia Mansa, já que é banhada pelas calmas águas do rio e do outro lado a Praia Brava, banhada pelas águas do oceano.
Uma caminhada pela praia é a certamente a primeira escolha de passeio para qualquer um que visite a cidade. Ir da Praia dos Ingleses, do lado do mar, passar pelo porto e chegar à Praia Mansa proporciona belas vistas dos pontos mais conhecidos da cidade.
As caminhadas pela cidade acabam por aí, já que a cidade é bastante grande e os principais pontos da cidade são distantes uns dos outros. A dica é então alugar um carro – todas as locadoras mais conhecidas estão presentes no balenário. Pegamos então o carro e fomos em direção à Punta Ballena, aproximadamente 15 km do centro de Punta, para vermos talvez o ponto mais conhecido da cidade: A Casapueblo.
A Casapueblo é o ateliê e residência de Carlos Vilaró e é uma escultura em si. Construída basicamente por ele mesmo, em 1958, a partir de um cômodo feito de latas, depois revestindo com ripas de madeira oriundas de navios naufragados. Na sequência pregou telas de galinheiro com cimento e cal, pintou a casa toda de branco e deu a forma que ela possui nos dias de hoje.
Boa parte da casa é aberta à visitação e podemos ter contato com várias obras do artista e muito sobre sua vida e obra pode ser encontrado no próprio site do artista.
Algumas praias um pouco mais distantes do centro também são muito interessantes. A praia de José Ignácio tem um estilo bastante próprio, já que a maior parte das ruas, pelo menos até o ano de 2008 não eram asfaltadas e, mesmo assim, a praia é reduto dos mais endinheirados. Seguindo um pouco mais adiante a paisagem já muda completamente, lembrando uma paisagem de campo e é possível até mesmo encontrar algumas fazendas de gado.
Uma outra atração um pouco mais distante do centro é a Isla Goritti, a ilha da revista Caras no Uruguai. É possível pegar uma embarcação no próprio porto de Punta del Este e passar o dia na ilha – existe um restaurante por lá, que é razoavelmente caro, mas também existem praias bem interessantes e a paisagem por lá é bem bonita. É ainda possível ver vários dos lobos marinhos pelo caminho, outro cartão postal da cidade.
Um dos pontos fortes da cidade é a sua culinária; existem muitos restaurantes bons pela cidade, mas como era de se esperar, principalmente no verão, os preços são um pouco exagerados. Uma alternativa pra quem quer gastar um pouco menos nas refeições é passar no supermercado e fazer sua própria refeição.
Mas, claro, não podiamos deixar de escolher alguns locais interessantes para comer. Uma das opções foi tomar o chá da tarde no L’Auberge, considerado um dos melhores hotéis do país, e que tem como destaque em seu salão de chá os waffles artesanais feitos na hora. Os waffles são realmente uma delícia, com destaque para o doce de leite, mas você tem que estar disposto a gastar um pouco por lá. Dois waffles e dois cafés saem por aproximadamente R$ 90,00.
E claro que também não podíamos deixar de visitar o casino do Conrad. Existe muita propaganda, principalmente localmente, dizendo que o nível do casino é comparável com os melhores casinos de Las Vegas. Não é. Nem em tamanho, nem nas opções de jogos disponíveis no salão. Além do mais é extremamente lotado, principalmente nos meses de verão.
Punta se mostrou um lugar bem agradável, com paisagens bem interessantes, mesclando praias à beira mar e também à beira do Rio da Prata, além disso a cidade é bastante agitada à noite, com diversas opções de restaurantes e bares e é possível ter contato com pessoas de todo o mundo por lá. Algumas coisas são mais caras do que realmente valem, mas o turismo, principalmente o turismo em Punta Del Este, é de fundamental importância para a economia do país e a alta temporada é curta, indo do início de dezembro até no máximo meio de fevereiro.
Não encontramos o Amaury Jr. por lá; quem sabe na próxima! Mesmo assim a viagem valeu a pena!

































