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Conhecer San Francisco passou a ser um dos meus desejos após o ano de 2001 quando comecei a trabalhar na área de informática, já que lá é a sede da maior empresa de banco de dados do mundo, justamente a tecnologia com a qual trabalho. Anualmente acontece por lá um dos maiores eventos de computação em termos mundiais e esse era o meu objetivo na cidade.
Em novembro de 2007 finalmente tive a oportunidade de ir ao evento e algumas das situações mais bizarras se passaram comigo por lá naquela semana, mais especificamente nos poucos momentos de turista que pude viver por lá.
Chegando à Califórnia a primeira coisa que o seu lado turista deseja ver é sol, praia, etc. Um cenário mais Baywatch do que outra coisa. Não foi exatamente isso que aconteceu comigo no primeiro dia! Estava uma tremenda chuva. Chovendo muito mesmo!
Eu havia chegado à cidade em um domingo e já tinha me programado para fazer uma visita à Alcatraz no mesmo dia. Os ingressos para visitar a ilha e a ex-prisão se esgotam com vários dias de antecedência, então realmente é uma boa dica efetuar a compra dos seus tickets com alguma antecedência pela internet. Mas estava chovendo demais e eu tinha a esperança do passeio de barco até a ilha ter sido transferido. Liguei então no telefone indicado no ticket e me disseram que mesmo com a chuva o passeio ocorreria e que eu deveria me apresentar no pier 9 às seis da tarde. Já eram mais de cinco horas quando havia chegado ao hotel e realmente já estava bem atrasado.
Não conhecia absolutamente nada da cidade e claro que me perdi, ainda mais na chuva, para chegar ao pier 9. Cheguei exatamente às seis horas e dez minutos, mas já era tarde demais. Foi realmente uma cena triste ver o barco indo embora no horizonte. E detalhe: ainda estava chovendo e eu sem guarda-chuva nem nada literalmente encharcado.
Cheguei no guichê e a mulher disse que nada poderia fazer e que o ticket não era reembolsável. Aquilo não podia estar acontecendo! Fiquei chateando a mulher por um bom tempo e tive que apelar para o lado emocional da moça dizendo que eu tinha vindo do Brasil para lá somente para fazer esse passeio e que era muito triste eu não poder realizar esse sonho. Depois disso ela chamou um dos gerentes da agência pra falar comigo e ele me deu a seguinte solução: um ticket de stand-by. Isso significava que eu deveria me apresentar no dia seguinte lá no pier e aguardar. Se alguém não se apresentasse e houvesse então um lugar vago no barco eu poderia embarcar. Não se esqueçam que todo esse tempo eu estava tomando chuva do lado de fora do guichê ainda e na volta ao carro ainda tive que pagar vinte dólares de estacionamento.
No dia seguinte minha sorte começou a melhorar (mas não se manteve tão estável ao longo da viagem como mencionarei mais a frente) e estava um dia lindo. Sol raiando e praticamente nenhuma nuvem no céu. Cheguei então ao pier 9, dessa vez no horário, e depois de muita angústia e muitas, muitas pessoas entrando no barco, recebi a notícia de que havia um lugar disponível na embarcação e que eu poderia enfim embarcar.
O passeio à ilha realmente vale muito a pena. Desde o traslado de barco até a pequena ilha que proporciona uma vista sensacional das pontes da cidade (Golden Gate e Bay Bridge), a própria cidade de San Francisco que é linda até a história da ilha e da prisão. O vídeo abaixo mostra um pouco a prisão por dentro.
O resto da semana útil foi basicamente dedicado ao evento em que eu estava; não podemos nos esquecer que eu estava lá a trabalho! Haviam alguns jantares e festas relacionadas ao evento durante a noite, mas eu não queria chegar no hotel muito tarde; explico o motivo. Quem assistiu o filme “Milk” com o Sean Pean deve lembrar de uma cena em que ele pergunta pra um de seus correligionários se ele se prostituia na Polk Street, um local meio pesado e decadente da cidade. Pois bem, alguma idéia de onde ficava o hotel em que eu estava hospedado? Exatamente; Polk Street.
O evento acabou numa quinta-feira e a intenção era aproveitar a sexta-feira pra dar uma volta pela cidade e conhecer os pontos turísticos que eu ainda não tivesse visitado. Minha maior vontade era ir dar uma volta na areia da praia. Peguei o carro na sexta-feira de manhã e fui em direção à praia. Não é muito perto do centro da cidade; talvez uns trinta ou quarenta minutos de carro, já que o trânsito da cidade é meio pesado também. A praia foi se aproximando e já dava pra ver o mar. Estacionei o carro ali por perto e comecei a dar uma olhada para a areia e pensei comigo mesmo: “Que bom! A praia está quase deserta e vai ser bem legal a caminhada pela areia”. Chegando mais perto percebi que a praia não estava “quase” deserta; estava completamente deserta e chegando ainda mais perto notei que a praia estava fechada pela polícia local!
Achei aquilo meio impossível e fui conversar com um policial que fazia ronda ali por perto. Ele me disse que um petroleiro havia colidido contra a Golden Gate Bridge e derramado óleo por toda a região e que todas as praias de San Francisco estavam fechadas por tempo indeterminado. Nada podia ser mais azarado que aquilo, mas era verdade. Na verdade o navio havia se chocado contra a Bay Bridge de acordo com essa reportagem. Meu sonho de pelo menos me molhar um pouquinho no oceano Pacífico havia sido adiado e o vídeo abaixo mostra minha indignação com o ocorrido!
Praticamente refeito do absurdo que tinha acabado de ocorrer peguei o carro e continuei andando pela cidade. A cidade é bem bonita e a região perto da praia é bem diferente do centro da cidade. O próximo ponto importante a visitar com certeza era a Golden Gate e ela fica exatametne na saída de um túnel indo da praia em direção à ponte. Isso faz com que o impacto visual ao entrar na ponte seja ainda maior, já que você não vê ela se aproximado e ao sair do túnel você já está praticamente nela. É linda e enorme e com certeza justifica o fato de ser um dos ícones dos Estados Unidos.
No final da ponte existe um mirante. Sensacional!
Eu não tinha muito mais tempo para andanças. Precisava ir para o aeroporto e foi quando começou a chover. E como em qualquer cidade grande o trânsito fica péssimo quando começa a chover. Pra finalizar a viagem ainda cheguei duas horas atrasado ao aeroporto e perdi meu voo. Pelo menos a atendente da United Airlines ficou com pena da minha história, que não tinha nada de mentira, e fez a remarcação da passagem pra mim sem custos.
San Francisco certamente será uma viagem que ficará marcada na minha mente para sempre. Do ponto de vista profissional foi extremamente importante para mim estar lá e me ajudou muito. Como cidade a se conhecer valeu muito a pena, a cidade é linda demais com belíssimas paisagens, uma história incrível, pontos turísticos fantásticos. E com certeza ficará marcada ainda mais na minha cabeça por todas essas confusões que aconteceram comigo! Hoje com certeza dou muita risada delas.
Assim que eu terminei a faculdade fui contratado por um banco nacional como trainee de tecnologia e uma das boas vantagens em ser um trainee, pelo menos naquela época, era que ao menos uma vez por mês faziamos treinamentos em algum local diferente da cidade de São Paulo. Um deles foi na Avenida Paulista bem perto do Shopping Paulista. Estavamos em um grupo de uns dez ou quinze funcionários fazendo um treinamento de banco de dados quando de repente a sala de aula foi literalmente invadida por uma representante da área de recursos humanos do banco que nos acompanha em todos esses treinamentos externos ao banco. Com uma expressão totalmente perplexa no rosto ela entra na sala de aula dizendo que haviam derrubado as torres gêmeas em Nova York. Era a manhã do dia 11 de setembro de 2001.
Por todo o dia não houve mais treinamento e ficamos sentados vendo e revendo as cenas dos ataques pelos noticiários. Estávamos todos perplexos não só pelo atentado em si eu acredito, mas porque de alguma maneira aquela cidade já fazia parte de nossas vidas, mesmo sem nunca a tendo visitiado. Quer seja por diversos filmes lá gravados, pelos correspondentes brasileiros que fizeram de lá sua residência e habitam diariamente os noticíários televisivos, pelos seriados de TV lá filmados, pelo glamour de suas construções que sempre habitaram de alguma maneira a mente de nós brasileiros ou então por algum parente ou conhecido que foi tentar a vida por lá; todos nós nos sentimos atingidos aquele dia.
Somente seis anos após o atentado tive a oportunidade de visitar Nova York pela primeira vez. Estava viajando a trabalho aos Estados Unidos e tive a oportunidade de ficar um final de semana por lá. Chegamos em uma sexta-feira à noite no aeroporto JFK e pegamos um táxi até o Hampton Inn Times Square. O valor do táxi é fixo do aeroporto à qualquer lugar de Manhattan: 45 dólares mais gorjeta.
Chegando à Times Square já se percebe que a cidade é diferente de qualquer outra que já se tenha visitado. Quem mora em cidades grandes como São Paulo, Rio de Janeiro, etc. já começa a sentir um pouco de inveja logo de cara. Uma cidade tão gigantesca quanto as citadas, mas que já apresenta algumas características que adoraríamos ver nessas cidades: Pessoas andando calmamente nas ruas no “centro da cidade” mesmo a noite, polícia ostensiva nas ruas e um índice de violência que vinha diminuindo sensívelmente ano após ano.
Como não podia deixar de ser a primeira visita foi a Hard Rock Café para o jantar de sexta-feira. Por mais clichê que isso seja eu tinha que comer um New York Strip por lá. O local é muito maior que o padrão para Hard Rock ao redor do planeta e certamente vale uma visita, nem que seja só para ver o Guitar Wall – uma parede de 300 guitarras doadas pela Gibson.
Mesmo durante a madrugada Times Square é lotada de pessoas caminhando e realmente vale a pena um passeio a pé por seus principais pontos, tais como a loja da Virgin – que é a maior do mundo – e também a Nasdaq.
Começamos a manhã seguinte visitando o edifício Empire State. Os tickets podem ser comprados online com antecedência no site oficial do edifício, mas não tivemos problema algum em compra-los no dia da visita propriamente dito. Existem algumas opções de tickets dependendo do tipo de visita que se quer fazer: visitar somente o terraço no 86º andar, chegar até o 102º, etc. A vista lá de cima é simplesmente incrível e pode-se ver praticamente a cidade toda de lá. A visita toma um certo tempo do dia, já que as filas costumam ser bem grandes tanto para comprar os tickets quanto para pegar o elevador. E claro, por ser bastante agradável lá em cima, acaba se gastando tempo na visita em si também. Não é um passeio barato por assim dizer, mas nada em Nova York é!
O próximo passeio é certamente o que eu mais gostei de fazer nessa viagem: um passeio de barco pelo rio Hudson em torno da ilha de Manhattan. Esses passeios de barco também podem ser agendados com antecedência online – fiz a compra pelo AllNewYorkTours. Existem várias opções de cruseiros, incluindo algumas com jantares e dress code.
A história dos Estados Unidos é basicamente definida por seus imigrantes, então visitar a Ilha de Ellis e olhar a estátua da Liberdade tão te perto com toda a sua simbologia é realmente uma experiência das mais legais. Essas experiências são sempre mais intensas quando se tem uma visão mais ampla do contexto histórico dos pontos visitados. Existe então uma descrição bem interessante da história da imigração americana no Guia do Imigrante que vale a pena ser lida. A história da Ilha de Ellis também vale a pena ser estudada, assim como a da Estátua da Liberdade em si. Somente assim acredito eu podemos aproveitar essa experiência por completo.
O passeio vale muito a pena também pelo por do sol na Ilha de Manhattan. Sensacional.
No dia seguinte visitamos o prédio da ONU. As visitas guiadas lá são muito legais. Cada grupo é recepcionado por um guia representando um país em especifico vestido de acordo com sua cultura e tudo mais. Na nossa visita a guia era colombiana. Outra experiência bem interessante é que o prédio da ONU é território internacional, ou seja, tecnicamente você não está em território americano quando dentro do prédio. Não deixa de ser uma sensação interessante.
Visitando o site da ONU recentemente parece que a visitação à sala do Conselho de Segurança já não é mais permitida. Não sei bem as razões para isso, mas é realmente uma pena.
Já no domingo à tarde fomos visitar os escombros do World Trade Center e a senação de estar por ali não é das mais felizes por certo. Seis anos após o atentado os escombros ainda estão lá e existe um grande grupo de trabalhadores ainda atuando por ali. Alguns prédios ao redor, como o do Deutsch Bank, ainda estão em processo de demolição, já que deve ser demolido literalmente de forma manual andar por andar para não comprometer a estrutura dos prédios vizinhos.
Por toda cidade podemos ver as marcas do atentado ainda hoje. A cada posto dos bombeiros que passamos podemos ver uma placa ou uma faixa dizendo o número de mortos daquele batalhão em específico no 11 de setembro. Em vários locais ainda podemos ver faixas de luto, flores em homenagem aos mortos. Mais de 3200 pessoas de pelo menos 7 nacionalidades diferentes morreram naquele dia.
Ainda hoje surgem novas vítimas do atentado. Pessoas que estão morrendo por problemas respiratórios causados pela inalação de substâncias tóxicas no dia do atendado. O número de vítimas ainda não está fechado. Apenas como comparação 2400 pessoas morreram no atendado à Pearl Harbor.
A cidade jamais vai esquecer o que lá aconteceu. Assim como eu não esqueço aquele dia na Avenida Paulista assistindo às cenas pela TV e não vou esquecer a sensação de ter estado lá nos escombros. Não vou nem podemos esquecer nunca o que houve por lá.
Minha Viagem
Hotel em que me hospedei: Hampton Inn Times Square.
Como cheguei: Voo da JetBlue de Austin para Nova York (Aeroporto JFK)
Onde comi: Hard Rock Café
Como andei: Táxi (45 dólares mais gorjeta) do aeroporto para Manhattan, metrô.
Mais Fotos: Caio no Multiply
San Antonio, cidade localizada no sul do estado americano do Texas, não é exatamente um dos primeiros locais que vem à nossa mente quando se pensa em destinos turisticos nos USA. Mas San Antonio, além de ser a sétima maior cidade americana com quase dois milhões de habitantes em sua região metropolitana, tem como principais atrações parques temáticos, muita história e um fantástico time de basquete, do qual, já antecipando, virei grande fã.
Pode-se dizer que muitos brasileiros foram apresentados a San Antonio algum tempo antes dos jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro, onde San Antonio era uma das concorrentes à cidade sede dos jogos. Mas o que realmente marca essa cidade em termos de esporte é seu time de basquete, o San Antonio Spurs.
Assistir um jogo da NBA é uma experiência que definitivamente vale a pena ser vivida. Desde a organização no processo de compra dos ingressos, que inclui até vaga demarcada no estacionamento; o ginásio, no caso dos Spurs o AT&T Center, que mais parece um shopping center dado o enorme número de lojas e restaurantes no local; os eventos promocionais nos intervalos do jogo e claro, o jogo em si. Jogos de temporada regular tem um preço relativamente acessível, partindo de vinte e cinco dólares o ingresso mais barato; já ingressos para a fase de play-offs ou para a final não devem sair por menos de quinhentos dólares. Ingressos a venda na Ticketmaster e TicketCity.
Pra gente que estava na escola ainda, tendo treinos de basquete nas aulas educação física do colegial, quando Michael Jordan e Magic Johnson estavam no auge de suas carreiras e a gente tinha que ficar até bem tarde da noite acordados para assistir VTs e alguns poucos jogos ao vivo na TV Bandeirantes, assistir um jogo da NBA pessoalmente era um sonho bem distante. Comprar artigos oficiais dos times americanos era bem caro também – o máximo que a gente conseguia pagar eram os bonés e as flamulas. Comprar uma camiseta oficial dentro do ginásio e me dirigir para a arquibancada me fez sentir aquele moleque de quinze anos tendo seu sonho realizado. Valeu a pena!
Um dos pontos turísticos que valem a pena ser visitados na cidade é a Torre das Américas. Esse tipo de construção vem se tornando bastante comum em grandes cidades, principalmente na América do Norte: Uma torre enorme, onde se paga um preço em torno de dez dólares para se subir até seu topo e de onde se tem uma vista panorâmica fantástica da cidade. É praxe também haver um restaurante cinco estrelas no topo da torre – é bom fazer sua reserva com uma certa antecedência se a sua intenção for jantar por lá. É bem turístico, mas é o tipo de passeio que vale a pena ser feito.
O passeio pelo River Walk é outro ponto turistico interessante da cidade. Fazer o passeio de barco tem um apelo mais romântico e talvez por isso o ideal seja fazê-lo acompanhado. Fazer uma caminhada a beira-rio é um passeio mais adequado se estiver sozinho. Existem diversos bares e restaurantes por lá, incluindo a Hard Rock Cafe da cidade.
Mas pra mim o ponto mais alto da viagem é uma visita ao Alamo, símbolo da formação da república do Texas no século XIX. O episódio da batalha do Alamo tem que ser discutido com um certo cuidado, pois os relatos mexicanos são completamente diferentes dos relatos texanos e é dificil tirar alguma conclusão sobre quais dos relatos é o mais próximo da realidade. Uma análise interessante que encontrei sobre o episódio pode ser lida na seção de educação do UOL. Independente disso o Alamo sempre terá sua importância histórica e é sem dúvidas um dos marcos do que um dia foi um país independente.
E como sempre alguma coisa dá errado! Sorte não é exatamente o meu forte vocês já devem ter percebido!
Muitos anos atrás, quando eu ainda era uma criança, lembro que um tio meu estava economizando dinheiro já há algum tempo para fazer uma viagem de apenas um final de semana para Nova Iorque. Na época esse tipo de viagem internacional era ainda mais caro e difícil do que nos dias de hoje. Lembro também que tanto minha tia quanto minha avó muito o criticaram por querer gastar tanto dinheiro em uma viagem de apenas um final de semana, ainda mais para uma cidade como Nova Iorque, com o argumento de que apenas dois dias não seriam suficientes para a viagem valer a pena. Segundo elas seria um desperdício de dinheiro.
Mas para ele um final de semana era mais do que suficiente, já que sua motivação para a viagem era bastante simples: Ele só queria caminhar de ponta a ponta pela Quinta Avenida – esse era seu sonho e um final de semana era mais do que suficiente para realizá-lo.
Uma das coisas mais legais a respeito de relatos de viagens, na minha opinião, é saber a motivação do viajante em visitar um determinado lugar. E as vezes essas motivações são as mais simples possíveis, como a minha para visitar Las Vegas: Não importa o quanto há para se fazer naquela cidade; se eu apenas conseguisse ver a cidade toda iluminada a noite de algum ponto alto da cidade já valeria qualquer sacrifício. Foi com esse objetivo que embarquei numa viagem de apenas um dia para a fabulosa Las Vegas!
Eu estava em San Francisco, Califórnia, e tinha a intenção de passar uma noite em Las Vegas. Mas como as pessoas que me conhecem já devem imaginar, algumas bizarrices aconteceram no caminho até o aeroporto e eu perdi o vôo! Só consegui chegar em Las Vegas em torno da uma da manhã (Originalmente era para eu ter chegado lá por volta das sete da noite).
Como eu disse antes, meu grande objetivo era simplesmente poder observar a cidade a noite de algum ponto alto. Fui então para o hotel Stratosphere bem lá no final da Strip. O hotel é ótimo para quem quer se hospedar na Las Vegas boulevard com um baixo custo. Paguei cerca de 30 dólares a diária apenas e o valor da diária já inclui uma visita ao topo da “torre” do hotel, de onde eu poderia ter a vista que tanto esperava. O ponto ruim do hotel é que ele fica realmente distante dos hotéis mais famosos da cidade, como o Bellagio, o MGM, etc. que são justamente onde estão os melhores shows como algumas das apresentações fixas do Cirque du Soleil (“Ka” no MGM Grand e “O” no Bellagio).
Mas claro que as coisas não deram tão certo assim! Devido ao fato de eu ter chegado tarde no hotel, o acesso ao topo da torre já estava fechado! Só conseguiria subir lá na manhã seguinte novamente. Comecei a achar que não conseguiria realizar meu objetivo da viagem.
Resolvi então ficar pelo hotel mesmo, comer alguma coisa por lá e descobrir como funciona um cassino. Existem várias opções de restaurantes no hotel, então isso não foi um problema. O problema para um leigo como eu, viajando sozinho ainda, era descobrir como funcionam as coisas no cassino, as regras dos jogos, se devo comprar “fichas” para as máquinas caça-níquel, etc. Para quem já é um perito na jogatina isso pode parecer um pouco bobo até, mas confesso que demorou um pouco até eu conseguir descobrir como funcionavam aquelas maquininhas caça-níquel. Mas foi divertido!
Na manhã seguinte finalmente consegui chegar ao topo da torre! É realmente bem bonito poder observar a cidade sob a luz do sol também, mas certamente preferia ter subido a noite lá! O topo da torre é bem legal: como já é padrão nesse tipo de construção há um restaurante de alto nível lá em cima, mas o topo do Stratosphere tem algumas coisas “um pouco” mais radicais também. Não vou conseguir descrever exatamente as atrações, melhor então clicar aqui no link do hotel e também ver o vídeo abaixo que eu gravei ali do topo. Muito legal!
E antes que alguém me pergunte a resposta é Não! Não tive coragem de ir em nenhuma das atrações.
Peguei então minha mochila e resolvi ir andando a pé mesmo até a outra ponta da Strip, uma caminhada de aproximadamente sete quilômetros. Não deixa de ser um passeio bem legal a se fazer também, já que é uma sensação e tanto passar na frente de tantos hotéis famosos, poder visitar seus cassinos – cada um deles com seu estilo próprio. Demorei quase o dia todo até chegar ao Bellagio e poder ver seu famoso show das águas. Não tem como você não se sentir um pouco como no final da versão mais nova do filme “Onze homens e um segredo”. O almoço foi na Hard Rock Café – mais turista impossível.
Show das águas no Bellagio
Já estava anoitecendo e eu tinha que pegar meu vôo de volta para San Francisco. Achei que jamais teria a vista que tanto quis – pelo menos naquela viagem. Peguei então um táxi, que realmente é bem caro em Las Vegas, da frente do Bellagio e fui para o aeroporto.
O aeroporto de Las Vegas é praticamente no final da Strip e cheguei bem rápido até lá. Mesmo das salas de embarque do aeroporto você tem uma bela vista dos cassinos e tudo mais. É muito fácil ver a pirâmide do Luxor de qualquer local do aeroporto. Quer dizer, um hotel em forma de pirâmide com um faixo de luz que chega a dez quilômetros de altura é fácil de ver de qualquer lugar! E como não poderia deixar de ser, o aeroporto de Las Vegas também é um cassino!
O vôo atrasou e só consegui decolar de Las Vegas já bem de noite, o que acabou sendo ótimo. Quando eu já estava praticamente sem esperanças de cumprir meu objetivo na cidade embarquei no vôo da US Airways de volta para San Francisco. Tomei meu assento na janela do lado direito da aeronave e acabei por ser agraciado com a vista que sempre quis da cidade: A aeronave decolou sobrevoando toda a Strip já bem a noite. No fundo eu não podia esperar visão mais bonita da cidade a noite!
Com certeza Las Vegas tem muito mais a oferecer do que apenas um dia de passeio a pé pela sua avenida principal, mas com certeza saí de lá mais do que satisfeito e feliz por ter conseguido o que sempre quis da maneira mais inusitada possível. Certamente um passeio que valeu a pena e que, pela visão ao sobrevoar a cidade na minha volta à San Francisco, já dá uma vontade enorme de voltar.
Minha Viagem
Hotel em que me hospedei: Stratosphere Hotel
Como cheguei: Voo da United Airlines de San Francisco para Las Vegas
Onde comi: Hard Rock Cafe
Como andei: Táxi do Aeroporto até o hotel (US$ 45,00)